Depois dessa última semana, decidi de vez o que não quero na minha última despedida.
Eu não quero uma cerimônia religiosa.
Eu quero que as pessoas que me conheciam se reunam em algum lugar bonito e feliz, como um jardim ou uma cachoeira. Quero que todo mundo que me conheceu fale de como eu fui em vida - bem ou mal, que sejam sinceros. Quero que as pessoas riam e, se o clima estiver bom, que dancem.
Eu não quero um padre ou um pastor falando de mim. Nenhum deles me conhecia. Eu não quero ninguém lendo partes da Bíblia, porque é um livro com o qual eu não tenho nenhuma identificação. Eu não quero uma Missa de Sétimo Dia, nem de Trigésimo, nem de um ano. Eu não quero missa nenhuma!
Não excluo, porém, cultos religiosos que cada um queira fazer dentro de sua própria organização religiosa... Só não quero mesmo é que uma religião seja empurrada pra todo mundo, e muito menos que essa seja identificada como algo meu.
Eu só quero que a minha despedida seja agradável. Quero que a última lembrança na mente daqueles que amei seja feliz e confortável.